Tenho me preocupado muito comigo mesmo, quando paro para refletir, e me preocupo mais com que os outros pensam do que com o que eu gostaria de ser. A humanidade, o senso de vida em sociedade, vem imbuído de várias características assaz peculiares que mais do que qualquer outra regra, seja ela posta ou imposta, comanda a vida social dos próprios. O ser humano já não age mais naturalmente, já não tem mais aquela parcela de sua essência primordial, pois aceitou regras implícitas de vida em sociedade, não obstante importantes estas regras. Ainda peço vênia para demonstrar como essa moral, imposta, tem arruinado a vida da humanidade, trazendo doenças de vários aspectos, sejam físicos ou mentais, apenas a titulo de exemplo temos a anorexia, a visão da estética é completamente forjada pela moral da sociedade atual, e isto vem de muito tempo já, hoje em dia o padrão é o da “magreza” como chamam muitos, e que sabemos segundo relatos históricos que nem sempre foi assim, antigamente o sinônimo de beleza era estar um pouco acima do peso, o que demonstraria a todos seu padrão de vida abastado e digno de ser mostrado na forma física de tal pessoa. Eu pergunto agora, isto é ser livre na vida? Muitos podem responder que fazem o que querem, mas implicitamente estão seguindo esta regra moral imposta, que um dia já foi útil, mas agora se transformou em ferramenta de manipulação e transcendeu sua verdadeira utilidade, que seria transformar a vida de cada um em uma vida mais digna, e com um senso de igualdade e racionalidade. Vamos tomar um exemplo drástico aqui, a monogamia, pare para refletir um pouco, o ser humano é monogâmico? Esqueça o valor moral, se o ser humano fosse mesmo monogâmico não haveria traição, pois a partir do momento em que encontra o par desejado, e com ele firme uma relação, nunca mais se interessaria por algum outro companheiro o que é óbvio que não acontece. O exemplo supra citado é radical, mas demonstra piamente que a moral é importante, e tem uma força imensa sobre os seres pois hoje não se pensa mais se é ou não certo ser monogâmico, e não há escolha entre ser ou não ser, pois se você não for (salvo exceções,como em outras culturas, o que por mais uma vez demonstra a regra moral implícita na nossa sociedade) acabará com um titulo terrível, será abominado pelos outros indivíduos da sociedade, e dispensa-se maiores comentários.
Isto posto, partimos para a consciência da natureza humana, a definição de ser livre, ou de não-ser, por que hoje almejamos tanto conhecimento, somos um ser duplo, a ciência hoje já comprova que a atividade cerebral é dividida, e isto os egípcios já sabiam e utilizavam a seu favor, sendo o lado esquerdo responsável pelo raciocínio lógico, em suma, e o lado direito a reflexão intuitiva, ora, atualmente alguém age pela intuição? Me pergunto, você que lê estas linhas teve de ter um aprendizado longo para conseguir compreender princípios que são inerentes ao seu corpo desde que nasceu, e talvez até agora não soubesse, e provavelmente algumas palavras ainda não são conhecidas por sua consciência, ou seja o lado direito do cérebro, que foi o que trabalhou para que a linguagem fosse inventada e discernida por várias outras pessoas, que tiveram de ter o mesmo estimulo e com o tempo acarretado ter adquirido este poder de entendimento. Agora e a intuição? Alguém teve de lhe ensinar a ver que quando o tempo começa a ficar nublado, e com ventos mais fortes iria chover? Alguém precisou escrever formulas e confabular que a água molha? Lógico isto pode parecer um pouco ingênuo, e simples demais, e ainda responderão que sim, a criança tem de ser ensinada de que não se pode atravessar uma rua pois os carros são perigosos para ela, mas isso não desenvolve o senso de intuição. Não damos mais importância para a intuição, não a desenvolvemos mais, pois o homem comum com sua moral já concretizou em sua mente que é impossível saber por exemplo que horas um ônibus irá passar, sem antes ter consultado seu horário ou já ter utilizado o mesmo antes. O que é mentira e perfeitamente capaz de ser feito, é apenas uma faculdade que esta adormecida e pode sim ser acordada e utilizada, mas não é de interesse do homem atual pois acabaria com a relação de poder criada, o que convenhamos, é muito mais útil para este mesmo homem. De novo venho eu com meus exemplos drásticos, as pirâmides do Egito, até hoje carecemos de um equipamento criado pela mente humana para conseguir reconstruir monumentos como aqueles, e a primeira argumento utilizado quando se fala em construir uma é de que é impossível erguer aqueles blocos sem utilização de equipamentos e tecnologia cientifica, e como então os egípcios fizeram? Tão drástico quanto este exemplo, da capacidade reflexiva, intuitiva, psíquica humana, são as vimanas (as naves espaciais dos vedas) que utilizavam como propulsão um recém estudado conceito de nossa atual física que seria o spin dos elétrons dos átomos, que poderia gerar energia com a utilização de químicos sem necessidade de catalisadores. Vemos que para estes conceitos de construção e genialidade de invenção não se era necessário grandes laboratórios e grandes estudiosos, pois civilizações rústicas conseguiam desenvolve-los assim como hoje temos nossos aviões, que ao contrario destas, foram frutos de pesquisas de muitos anos e investimento de muito esforço e trabalho (“braçal”) pesado. O alerta fica, para a sociedade, que abra os olhos para seu futuro, pois com tanta necessidade de crescer materialmente, estão arruinando sua natureza, e a mãe natureza também, devemos retornar ao estado consciente de ser, e não viver inerente ao sistema.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
A natureza humana na cultura ocidental atual.
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